Minicursos

Olá a todxs! Se aproxima o ENECS Fortaleza e para deixar vocês mais ansiosxs divulgamos aqui a lista de minicursos aprovados para o encontro! Em breve divulgaremos as oficinas!

Lembrando: A inscrição para os minicursos serão feitas no ato do credenciamento, lá será oferecida a lista atualizada de minicursos disponíveis.

Fortaleza espera vocês!

Seguem abaixo:

Introdução a Etnografia: um método interdisciplinar

George Arruda de Albuquerque (Ciências Sociais – UECE)

Antonio Ariclenes Cassiano da Costa (Artes Visuais – IFCE)

O presente minicurso tem como objetivo, introduzir os participantes no universo da etnografia, contextualizando o período do seu surgimento até a contemporaneidade, expondo métodos e técnicas de campo e registro, enfatizando a necessidade e a importância da aplicabilidade bem como a utilização desse conhecimento para além dos meios acadêmicos, sendo uma ferramenta muito poderosa de investigação na estruturação, formação, de agentes e mapeadores culturais em diversas áreas profissionais. Desta forma esperamos está contribuindo efetivamente para a Educação Patrimonial, Antropologia, Etnologia, Sociologia e para produção epistemológica das Ciências Sociais de maneira geral, integrando e agregando áreas afins.

Sensibilização e interdisciplinaridade compondo uma perspectiva alternativa na promoção de saúde e direitos de crianças e adolescentes.

Rafael Agostni Valença Barreto Gonçalves (CS – UFRJ)

Ruana Carolina Araújo Corrêa (CS – UFRJ)

Discutir acerca das possibilidades da educação através da sensibilização continuada na promoção de saúde de crianças e adolescentes. Oferecer subsídios, a partir de metodologia específica, para auxiliar grupos de discussões que, costurados pela temática da cidadania, ampliem e multipliquem o debate, a reflexão crítica, a troca de informações e a sensibilização acerca de temas relacionados a sexualidade e direitos com vista a promoção de saúde e qualidade de vida de crianças e adolescentes

Perspectivas etnográficas sobre trabalhadores brasileiros

Márcio Renato Teixeira Benevides (Mestrado Sociologia – UFC)

Jorge Luan Rodrigues Teixeira (Mestrado Antropologia Social – Museu Nacional)

Estudos etnográficos sobre trabalhadores não são novidade na Sociologia e na Antropologia. Há diversas tradições de estudo, aquela que data da primeira geração da “Escola de Chicago”; a ligada aos empreendimentos coletivos de pesquisa coordenados por Pierre Bourdieu, na França, e mesmo uma tradição de contornos mais difusos que poderíamos ligar à influência da obra de Karl Marx. No Brasil, não é diferente: diversas universidades e núcleos de pesquisa se centram no estudo dos trabalhadores urbanos e/ou rurais e Programas de Pós-Graduação já consagrados fundaram recentemente núcleos e laboratórios de pesquisa sobre o tema. Longe de uma perspectiva macro-sociológica e distanciada, nossa intenção é discutir e problematizar os resultados de pesquisas etnográficas realizadas com trabalhadores rurais e urbanos brasileiros. Partimos da ideia de que a etnografia é uma “prática de produção reflexiva do conhecimento”, em que pesquisador e interlocutores são, ambos, agentes dessa produção. Assim, o trabalho, como objeto de pesquisa, interessa ao etnógrafo justamente nos termos “nativos” – como os próprios trabalhadores o entendem e vivem – e não com os supostos aprioristas da academia, dos institutos de pesquisa, das instituições governamentais, etc.

Estudos de gênero: implicações teóricas e metodológicas

Raquel Guimarães Mesquita (Mestrado Sociologia – UFC)

Rebeca do Nascimento Coelho (Mestrado Sociologia – UFPE)

Estudo da categoria gênero, primeiras concepções, redefinições do conceito e possibilidades de uso. Gênero como categoria de análise, sistema sexo –gênero, gênero como performance e tecnologias de gênero. Apresentação da emergência dos estudos de gênero do Brasil, objetos privilegiados, como pesquisar gênero. Reflexão sobre as possibilidades de pesquisa em gênero, dificuldades e desafios das investigações. Tendo como objetivo apresentar o conceito de gênero em seu uso clássico e contemporâneo, contextualizando sua incorporação aos estudos no Brasil. Assim como discutir a metodologia da pesquisa de gênero.

Breviário de Antropologia Filosófica: Da prática Antropológica à Antropologia da prática.

José Henrique Alexandre de Azevedo (Mestrado Filosofia – UFC)

David Barroso de Oliveira (Filosofia – UFC)

Filosofia clássia grega: modo de vida, prática antropológica, discurso filosófico; conhece-te a ti mesmo: alusão a Sócrates, interpretações. Filosofia medieval: modo de vida, discurso filosófico. Filosofia moderna: a reviravolta antropológica de Kant, o sujeito transcendental, o esclarecimento (Aufklärung): alusão ao Iluminismo; a retomada dos gregos por Hegel, o ideal de sábio, o vir-a-ser histórico da dialética-especulativa, a consumação do sábio pelo/no saber absoluto.

Iniciação ao circo: uma experimentação

Jaderson Gonçalves Nobre (Mestrado Filosofia – UECE)

Mayara Maria Cavalcante Leal (Filosofia – UECE)

O minicurso tem como proposta integrar, por meio do lúdico, razão e sensibilidade. Com a proposta de iniciar na arte circense o minicurso possibilita aos participantes vivenciar momentos lúdicos em que corpo e mente necessitam entrar em harmonia, levando assim a cada participante integrar-se não só consigo como um todo, mas também com os outros. Unindo o saber erudito com o saber popular o circo nos trans-põe o um estado singular de pertença com o seber como um todo.

O trabalho do antropólogo

 Guilherme Bemerguy Chêne Neto (Pós-Graduação em Ciências Sociais – UFRN)

Jainara Gomes de Oliveira (Pós-Graduação em Antropologia – UFPB)

O minicurso tem a finalidade de promover reflexões relacionadas à epistemologia na análise da relação entre teorias antropológicas e técnicas de pesquisa, bem como aspectos sobre metodologias e aplicação do método comparativo em antropologia. A proposição é apresentar as perspectivas possíveis para a pesquisa antropológica, concepções e debates a respeito da etnografia, análise do processo de pesquisa, textos, incluindo as implicações éticas, políticas e jurídicas vinculadas à pesquisa antropológica. 

A análise do discurso nas Ciências Sociais

Joyce Miranda Leão Martins (Doutorado Ciência Política – UFRGS)

Paula Patrícia Ferreira de Moura Mota (Ciências Sociais – UECE)

A Ciência Social surgiu dos anseios de se entender uma sociedade emergente, fruto das transformações do capitalismo. Ao contrário dos economistas da época, os primeiros cientistas sociais, no século XIX, foram adversários da idéia de que a sociedade tinha um caminho natural a seguir e que o capitalismo era o seu ápice. As Ciências Sociais, hoje, em seus variados contextos, continuam a colocar em xeque “verdades” estabelecidas e a procurar métodos que possibilitem melhor compreender a riqueza da realidade. Nesse sentido, o objetivo principal do curso é contribuir para que novos pesquisadores se tornem competentes em um método relativamente recente nas Ciências Sociais: a análise discursiva.

Nossa Senhora do Mictório: Discutindo Corpo Gênero Sexualidade e Performance. Arte do ator e Militância Política

Rafael Garcia – (Mestrado Artes Cênicas – UNB)

Através da apresentação da cena performática Nossa Senhora do Mictório, o performer Rafael Garcia, buscará refletir as fronteiras entre Arte Vida Gênero Sexualidade e estratégias artísticas como a militância Política na contemporaneidade. O minicurso abordará métodos e técnicas de construção da arte e do corpo do ator em consonância com abordagens políticas acerca de nossas sociedades.

Perspectivas e Debates Sobre o Ensino de Ciências Sociais: Atuação, formação e militância.

Tarcio Leal Pereira (Mestrado Ciências Sociais – UFRRJ)

A partir fundamentalmente de textos fundamentais produzidos na temática do ensino de Ciências Sociais, retoma-se o debate corrente sobre o nosso atual modelo educacional, levando em conta os caminhos e processos em que encaixa a Sociologia enquanto disciplina formal na atual escola básica, considerando também os reflexos desse modelo para a estruturação de nossa realidade social. Na primeira parte, recuperam-se as temáticas levantadas nos textos base. No segundo momento, parte-se das contribuições teóricas, vistas e problematizadas no dia anterior, bem como das experiências e relatos dos participantes, para pensar os novos desafios práticos e teóricos no contexto atual.

Cientistas Sociais, Estado e Políticas Culturais: Diálogos, desafios e possibilidades

Jucie Parreira dos Santos (Ciências Sociais – UFPR)

Nos últimos dez anos o Estado Brasileiro passou por significativas mudanças no campo das políticas culturais, fruto de forte atuação de gestores, pesquisadores e sociedade civil que reuniram-se em torno de um conceito abrangente de cultura adotado pela Constituição de 1988 e que teve como indução fundamental a participação de cientistas sociais no processo de formulação, implementação, monitoramento e avaliação das mesmas, entendendendo tal campo como fundamental para efetivação de uma cidadania plena. O presente mini-curso pretende analisar este cenário e oferecer subsídios para a compreensão do campo, assim como possibilitar novas reflexões sobre a área, a partir do estudo de conceitos chave das políticas culturais frente as relações que a cultura estabelece nos cotidianos brasileiros. A atuação do cientista social nos órgão públicos, a gestão pública da cultura e seus diálogos com as diversidades, projetos de desenvolvimento e economia serão alguns dos temas que se pretende abordar durante o mesmo, além da apresentação de instrumentos de formulação e gestão de políticas culturais.

O Método do Materialismo Dialético

Leon Karlos Ferreira Nunes (Ciências Sociais – UFRN)

O minicurso se propõe a apresentar as características que identificam o método clássico elaborado por Marx, notadamente o Materialismo Histórico, a partir de uma concepção dialética. Serão expostas as linhas gerais clássicas que classificam este método e as possibilidades de aplicação na interpretação da realidade social. Tendo como objetivo conhecer os pilares teóricos do materialismo histórico e dialético, aplicar este método na interpretação da sociedade em que vivemos, dominar o método com vistas a desenvolvê-lo, adaptando a contextos históricos e geográficos específicos.

Esquerda Brasileira, da redemocratização ao governos Lula/Dilma

Pedro Wilson Oliveira da Costa Junior (Doutorado em Sociologia – UnB)

O período que demarca o enfraquecimento do regime autoritário – fim da década de 1970 e início da década seguinte – corresponde, provavelmente, ao de maior intensidade da participação democrática no Brasil, expressa em amplas mobilizações da sociedade civil. A emergência de novos sujeitos políticos forjou uma agenda política distinta para o país, dotando as classes subalternas com a edificação de instrumentos coletivos possuidores de vasta base social e unidade política. O novo sindicalismo urbano e rural, o movimento de feministas, ecologistas, juventudes organizadas e um forte movimento popular, vinculado às Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s), enfim, todos esses novos movimentos lançaram luz sobre discussões e opressões que antes não eram privilegiadas na arena política, como as questões raciais, sexuais, ambientais e geracionais, dentre outras. Conforme o sociólogo Chico de Oliveira (2006), esse processo representou a maior renovação republicana da história brasileira. Neste mini-curso analisa-se aspectos da conformação dos movimentos sociais urbanos no contexto da redemocratização do país e as estratégias do Estado para tentar a “passivização” desses movimentos que, progressivamente, adquiriram consistência política e organizativa. Na sequência, discorremos sobre a trajetória do PT, com enfoque no processo de ocupação de postos no Estado, desde as primeiras experiências de “administrações populares” até a ascensão ao governo federal.

7 respostas para Minicursos

  1. Nayara Xavier disse:

    Qual o prazo pra inscrever oficina?

  2. david disse:

    podem me enviar esses documentos como “.doc” pra eu poder dar uma olhada? davidalbuq@hotmail.com
    bjos

  3. Rapha Agostini disse:

    Prezad@s,

    As respostas dos minicursos aceitos serão publicados quando? Porque seria interessante ter uma “carta de aceite” pra solicitar alguma forma de auxílio transporte e isso requer alguma antecedência.

    Cordialmente 🙂

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